“TUCANARAM” A REUNIÃO DO COPOM

A decisão de elevar em 0,75% a taxa básica de juros, tomada no último dia 28, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, além de representar um grave entrave para o processo de retomada da atividade econômica no país, exige máxima atenção dos movimentos sociais daqui para frente.

Se tomarmos emprestada a expressão cunhada pelo colunista José Simão, podemos afirmar que os membros do Copom “tucanaram” uma decisão que tem impacto direto na vida de milhões de brasileiros que sobrevivem do próprio trabalho e não da especulação financeira – principal beneficiária da elevação da Selic –, premiada com a sangria de nada menos do que R$ 7 bilhões em recursos que deixarão de ser investidos em obras/serviços essenciais à melhoria das condições de vida da maioria da população para destinar-se aos que detêm títulos públicos corrigidos pela variação da taxa.

É interessante notar que a notícia coincide com a divulgação de uma pesquisa recente, realizada pela consultoria Jato do Brasil, segundo a qual o país acaba de assumir a quarta colocação entre os maiores mercados de automóveis e comerciais leves do mundo, graças ao aumento de 16,8% da produção registrado no primeiro trimestre deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Ora, ninguém desconhece que este resultado foi alcançado, sobretudo, em razão das medidas tomadas pelo governo federal logo após a eclosão da crise mundial – redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrado sobre a venda de veículos e expansão da oferta de crédito ao consumidor. Logo, o aumento da taxa de juros, que retira de circulação recursos que seriam direcionados ao consumo e, ato contínuo, ao aumento da produção e do emprego, fere exatamente a lógica que possibilitou ao Brasil superar a crise.

Além de ser necessário não esquecer que o crescimento da produção industrial verificado nos últimos 12 meses não foi acompanhado pelo aumento do emprego na mesma medida, vale atentar ainda para o que afirmou o economista Delfim Netto, em artigo publicado no dia 26 de março deste ano, intitulado “Juros e política econômica”: “(…) Num processo de crescimento acelerado (como o que estamos vivendo), o fator mais importante que induziria a crença na aceleração da inflação seria um aumento nos salários reais acima da taxa de crescimento da produtividade. Ora, isso não aconteceu no ano passado, muito menos no ano retrasado (2008) e não está acontecendo neste ano (…)”.

Ou seja, a explicação dada pelo Copom para o aumento da Selic – a possibilidade de recrudescimento do processo inflacionário – não encontra apoio algum na realidade. Em outras palavras: é “tucanagem” mesmo.

 

1 Resposta para ““TUCANARAM” A REUNIÃO DO COPOM”


  1. 1 otomar lucio barbosa silva junho 8, 2010 às 4:42 pm

    GRANDE MARCELINO
    INFORME DA ITALIA
    A FIAT E CRISE EUROPEIA
    ATUALIZADO SEXTA-FEIRA EM UMA REUNIÃO ENTRE A EMPRESA EO TRABALHO

    MILÃO – Após nove horas de negociações sobre o estabelecimento de Pomigliano, Fiat e sindicatos acordaram reunir-se novamente ontem à tarde em Roma. A empresa apresentou a sindicatos de um texto que poderia tornar-se um projecto de acordo. Os sindicatos decidiram discutir o assunto dentro de suas próprias organizações, nas reuniões de delegados e representantes sindicais. “Temos que entregou um documento – disse Bruno Vitali, coordenadora nacional do carro Fim – e nós concordamos com a empresa para nos levar dois dias para discutir internamente. Nós nos encontraremos novamente ontem à tarde em Roma. ” A comparação é muito importante, que iniciou a União Industrial de Turim, que desempenhará as mesmas perspectivas de continuidade da fábrica, que emprega cerca de 5.000 pessoas. “O clima é por acordo, as reivindicações da FIOM não são compatíveis com as necessidades da empresa para investir em Itália”, disse ela durante uma pausa Roberto Di Maulo, secretário-geral da Fismic. Para Enzo Masini, diretor de FIOM Carros “, se a fábrica da Fiat confirma documento anterior não pode ser fechado. Mas isto não se aplica somente a nós. ” “A crítica dos sindicatos, mais ou menos acentuada – explicou Masini – cubram os mesmos temas: as cláusulas punitivas e doença. Temos também levantou outras questões não esclarecidas por Fiat: O calendário proposto parece em algumas partes da empresa em desacordo com a directiva europeia. ”

    Confindustria – Apenas os endereços FIOM de Roma Marcegaglia. Segundo o presidente da Confindustria, as negociações Pomigliano atingiu “um perigoso impasse muito. Nosso pedido é que não FIOM a ter esta atitude e traços “. “Devemos garantir que as instalações de produção são tão importantes para ir embora – disse o líder da indústria – por UILM e FIM é uma adesão significativa às demandas da Fiat. Por FIOM, no entanto, existe uma substancial não-aceitação. É um sinal muito ruim “. Marcegaglia observou que “o outro lado dos sindicatos polacos dizem que querem aceitar as condições estabelecidas pela Fiat. Se a cegueira de alguém perder um grande investimento de 700 milhões de euros, o desenvolvimento da área e da armadura, que seria muito negativo “. O presidente da avenida Astronomia chamado a recusa do colarinho azul-CGIL relativamente aos pedidos de Fiat “anacrónico e inexplicável. Eu acho que – acrescentou – que, se continuar assim o futuro da indústria é um pouco mais negativa. O nosso pedido e expressar a esperança de que é o FIOM tem essa atitude: tratado e aceite as condições da empresa. ”

    Um momento de encontro entre Fiat e sindicatosPARTICIPANTES – A comparação de Turim, teve a participação de gestores de Fim automotivo, Bruno Vitali, FIOM, Enzo Masini, o UILM Eros Panicali, eo Secretário-Geral Fismic Roberto Di Maulo, enquanto a delegação é chefiada pelo gerente de negócios relações industriais da Fiat, Paolo Rebaudengo. O diretor-gerente do Lingotto, Sergio Marchionne, tem reiterado nos últimos dias, a necessidade de fazer um acordo rapidamente para começar a produzir o Pomigliano Panda em 2011. “Caso contrário vamos fazer em outros lugares”, disse ele.

    PLANO – A intenção da Fiat, a fábrica napolitana (antigo Alfa Sul) deverão produzir no próximo ano o novo Panda, que seriam transferidos da Polônia, com um acentuado aumento da capacidade de produção, utilização da capacidade e dos níveis de emprego. Para prosseguir com a reestruturação, o que requer um investimento de cerca de 700 milhões, a Fiat chama de uma alteração substancial da organização e condições de trabalho do estabelecimento, a partir horários e turnos. Atualmente, organizado em dois turnos por dia, durante cinco dias por semana, Pomigliano deve subir para 18 turnos por semana, em três turnos por dia durante seis dias, incluindo sábados à noite. O rock na noite de sábado, que tinha apertado a sua resposta inicial ao projeto, foi aprovada nos últimos meses de longas negociações com um acordo que prevê a utilização de licenças e voluntários. Há ainda algumas questões em aberto sobre a organização do trabalho (de quebra), como as rochas da exigibilidade anômala “e combater o absentismo. Estas são questões que impactam diretamente com as regras estabelecidas pelo contrato de trabalho actual e da legislação, que a Fiat chama com este acordo dispensada. Uma hipótese que foi rejeitada pelo novo secretário da FIOM-CGIL, Maurizio Landini. “Nós pensamos que a Fiat deve retirar essa parte das propostas que vão além dos contratos e leis, e que pouco tem a ver com as negociações para aumentar o uso de plantas”, Landini disse em uma entrevista coletiva. Em particular com a cláusula de aplicabilidade “, a empresa alega que os acordos prevêem sanções para os sindicatos e os trabalhadores individuais têm lugar no comportamento (mais ou menos espontânea greves)” tendem a violar, no todo ou em parte, e significativamente as cláusulas. Segundo fontes próximas às negociações, a hipótese de um acordo em separado, apenas com alguns sindicatos, parece adequado às necessidades do negócio. “A Fiat vai buscar um acordo que leve em fábrica e não encontrar um consenso, um acordo de fachada simples, mas com poucas consequências reais no comportamento real.”


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